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sexta-feira, 26 de março de 2010

CORAÇÃO


O encaixe do meu coração,

Vai demorar algum tempo,

Com uma reposição ,

De uma estrela ao relento.


É uma chave,

Uma que abra de verdade,

O cofre do meu coração...


Mas esta chave é especial,

Pois não é de oiro

Nem de madeira.

É algo ainda mais precioso,

Esta chave é amor, um amor leal.


Reinvocar o amor

sinceramente,

Vai ser como escrever uma carta

Muito regradamente.


É preciso muito precaução

e muita prudência,

para não haver rejeição

e nenhuma demência.


Afinal qual é?

Qual é o segredo?

É demonstrar que sabes lutar

E, um dia, a chave do meu coração

terás.


Já percebeste?

É simples,

Apenas tens que ler

E voltar a ler,

Para que no fim,

Saibas o que fazer.


E assim

o meu coração encaixou,

Como uma águia,

Que no céu levitou,


Cláudia Espalha, 9ºE

Texto enviado pela Prof.ª Teresa Rafael


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Poema do coração


Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
a também a Bondade, e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e os ventrículos).

O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis do movimento.

Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece,
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?

António Gedeão
Maio é o mês do coração e este belo poema fala-nos deste órgão maravilhoso, anatomica e sentimentalmente falando e que nós teimamos frequentemente em maltratar.
António Gedeão era de facto único: aliava a profundidade do conhecimento científico à sensibilidade poética, espelhando a sua vocação pedagógica na mestria das palavras!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Poema - Dia Mundial do Não Fumador

- Fumo acumulado não deve ser usado.
- Fumador?
Ao acompanhante também faz dor.
- Cigarro feio, pulmão cheio - tem cuidado!
- Antes do teu coração parar,
Pára tu de fumar.
- Se um cigarro quiseres obter,
Não tenhas dúvidas de que um mau hálito vais ter!
- Se uns pulmões saudáveis queres ter dirige-te a uma clínica e eles dir-te-ão o que fazer.
- Mais um dia se passou e alguns cigarros fumei,
E se continuar assim não tenham dúvida, de que morrerei.
- Se os pulmões pretos não queres ter…
Num cigarro não hás-de mexer
Essa porcaria,
Só faz mal,
Pára de fumar e diz Bom Dia!
Não fumes, é fatal.
- Se a longevidade queres alcançar,
Num cigarro não hás-de tocar.
- O passivo fumador,
Não quer a tua dor.



David Brito, nº9/ Gonçalo Pinho, nº12/ Sara Alves, nº24
17/11/2008 6ºD
Orientação da Prof. Cristina Simões e da Prof. Teresa Rafael