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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fast-food, brindes e... obesidade infantil

Olá colegas!
Nós somos os alunos do 5ºano F e vamos apresentar-vos um tema muito interessante que estamos a trabalhar em Área de Projecto.
Já reparaste que os restaurantes de fast-food oferecem brinquedos às crianças na compra de alguns produtos? E que há muitos alimentos (batatas fritas, pães com chocolate) que trazem brindes nas suas embalagens? E que há sempre lojas de gomas perto das escolas? Pois é, há muita gente a ter lucro à custa da saúde das crianças… Resultado: OBESIDADE INFANTIL!
Nós assistimos ao filme “Super Size Me” e recomendamos que o vejam pois mostra o exagero e os erros alimentares de um pais desenvolvido. Será que Portugal vai seguir este caminho? Então e a nossa cozinha mediterrânica, uma das mais saudáveis do mundo? O que será dos nossos pratos tradicionais tão saborosos e bons para a saúde?
Alimentação saudável não é sinónimo de comida sem sabor e sem graça! Uma piza caseira, um bacalhau à lagareiro (o azeite faz tão bem!) e um cozido à portuguesa (sem abusar dos enchidos, claro!) são apenas alguns exemplos de pratos saudáveis e muito gostosos.
Despedimo-nos com uma chamada de atenção: fica atento, quando menos esperares verás uns originais cartazes feitos por nós sobre este tema.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O café faz mal à saúde? Verdade ou mito?











Hoje, dia 3 de Abril, a TSF transmitiu uma entrevista com o Professor Doutor António Vaz Carneiro, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e investigador do Centro de Estudos da Medicina Baseada na Evidência.
Neste centro há produção de conhecimento e corresponde-se a pedidos vários, da indústria farmacêutica, do governo, de hospitais…



A Associação Industrial e Comercial do Café encomendou um estudo sobre os efeitos do café na saúde, tomando como ponto de partida a má fama deste produto também com profissionais de saúde.

O estudo foi desenvolvido num vasto número de pessoas. Investigou-se o perfil de segurança e risco do consumo do café e 3 doenças: Diabetes mellitus tipo II, Alzheimer e Parkinson.

Foi aplicado um inquérito alimentar relativo aos alimentos ingeridos nos últimos 15/20 anos. Houve o cuidado de manipular os factores, para que as diferenças entre os indivíduos estudados incidisse apenas num: a quantidade diária de café ingerida (variável em estudo), variando entre nenhuma, reduzida ou elevada.
O estudo demonstrou, sem margem para dúvidas, uma relação inversa entre a tomada do café e a Diabetes tipo II.
Por outras palavras: o café reduz o risco de contrair a Diabetes tipo II, ou seja tem um efeito positivo. No entanto, esta doença é multifactorial . De qualquer modo deve sublinhar-se que epidemiologicamente o café não faz mal e faz potencialmente bem.
"O que os estudos provaram foi que num perfil de análise de benefício/risco destas doenças, o café tem mais benefícios que risco", referiu o investigador.

A dependência da cafeína é benigna e os estudos apontam para 5 a 6 doses de chávenas normalizadas de café para o pico do benefício resultante da sua ingestão.

E não haverá excepções?
Pode ser-se, individualmente, mais ou menos sensível em relação ao café. Tem a ver com características individuais e a reacção a diferentes componentes desta bebida, para além da cafeína. Quem é hipertenso, deve ser cuidadoso com a ingestão desta bebida e verificar se a tensão arterial sobe ou não após a sua ingestão. O mesmo se passa com os que sofrem de insónias.


No mesmo programa foi feita referência a estudos realizados em Madrid que evidenciaram que a ingestão diária de 3 cafés reduz em 20% o risco de AVC e em cerca de 25% o risco de enfarte do miocárdio. Neste estudo foram acompanhadas 80000 mulheres durante 20 anos. O descafeinado tem também o mesmo efeito.
Estes efeitos derivam do conteúdo do café em substâncias anti-oxidantes, as quais melhoram as funções dos vasos sanguíneos.

O café faz mal à saúde? NÃO! É um falso mito!


O consumo de café ajuda a reduzir o risco de Diabetes Tipo II, melhora a função mental dos adultos, nomeadamente o seu consumo regular pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, e recomenda-se o consumo de café no âmbito de uma alimentação equilibrada.

Surpreendido?
O Prof. António Vaz Carneiro confessou que os resultados causaram surpresa mesmo entre os investigadores.

O conhecimento científico tem por vezes este efeito pois não se conforma com o preconceito e procura a verdade objectiva.