sábado, 21 de novembro de 2009

TERAPIAS COM CÉLULAS-TRONCO


Células-tronco embrionárias podem ser usadas em pacientes que esperam por enxertos após queimaduras graves- este é a conclusão de um estudo realizado em França e publicado recentemente na revista médica The Lancet.
  • O que são células-tronco?

São células que, quando se dividem, originam uma célula que mantém as características primordiaias e outra que se diferencia. A manutenção de características permite que no adulto haja ainda células que mantêm características ancestrais, sendo por isso denominadas células-tronco, precursoras ou estaminais.

  • Existem diferentes tipos de células-tronco?

O ovo- é totipotente pois pode originar todo o indivíduo.

Células embrionárias - pluripotenciais porque podem gerar qualquer tipo de célula (mas não o organismo ).

Células adultas- multipotenciais pois podem dar origem a diferentes tipos de células (é o caso das células da medula óssea que geram os vários tipos de células sanguíneas) ou unipotenciais (dão origem a apenas um tipo de célula) como é o caso das que se localizam nos testículos e que geram apenas espermatozóides.

  • Quais as potencialidades deste tipo de células?

O seu aproveitamento terapêutico abre cada vez mais perspectivas no campo da Medicina, com benefícios indiscutíveis na sociedade. Mantendo estas céluas capacidade de divisão durante toda a vida de um indivíduo, poderão ser usadas em processos regenerativos. Ex: Diabetes, doença de Parkinson.

  • Qual o procedimento adoptado?

No adulto, podem ser retiradas por punção células da medula óssea. Dada a sua pluripotencialidade, ao serem de novo injectadas no organismo, migram através da corrente sanguínea e aderem em zonas com necessidade de reparação.

  • Qual a importância da descoberta recente para doentes com queimaduras graves?

Até agora este tipo de pacientes aguardava em média durante 3 semanas para efectuar o tratamento celular: enxerto com células do próprio cultivadas em laboratório. Corriam o risco de desidratação e de infecções graves.

  • Primeiro êxito de terapia genética numa doença da pele.

Em 2006,um doente italiano que sofria de epidermólise bolhosa (ausência de aderência entre a epiderme e a derme) foi tratado por terapia genética. Uma equipa de investigadores conseguiu reconstituir uma epiderme que adere à derme, ao nível de duas feridas crónicas nas coxas. (Associação Francesa contra as Miopatias)

Saiba mais em http://www.cienciahoje.pt/portal/9798

Sem comentários: